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Laboratório da UFV é referência mundial em pesquisas com besouros

Postado por Marcos Jose Mendes Miranda Miranda em 12/jul/2017 -

O International Journal for Zoology publicou, na edição de junho, o artigo Taxonomy of Xylographellini (Coleoptera: Ciidae) from the Australian and Oriental regions with descriptions of new species of Scolytocis and Xylographella, que tem como autor e coautor, respectivamente, o doutorando do programa de pós-graduação em Ecologia da UFV Igor de Souza Gonçalves e o professor Cristiano Lopes Andrade, do Departamento de Biologia Animal, do campus Viçosa. O artigo, no qual são descritas duas espécies de besouros de fungos orelhas-de-pau (ciídeos) da Austrália e uma das Ilhas Carolinas, revela a interação que o Laboratório de Sistemática e Biologia de Coleoptera (LabCol), coordenado pelo professor Cristiano, vem mantendo com pesquisadores de diferentes países.

No caso das espécies australianas descritas, elas completarão a revisão que o pesquisador John Francis Lawrence está fazendo da fauna de ciídeos para a edição do segundo volume do livroAustralian Beetles. Para o estudo do Igor, orientado pelo professor Cristiano, Lawrence enviou ao laboratório da UFV cerca de cinco mil exemplares coletados por ele e outros pesquisadores ao longo de mais de 60 anos de pesquisa, para que pudessem ser comparados aos de outras faunas. No primeiro volume do livro e no artigo com a revisão preliminar dos ciídeos australianos, publicados, respectivamente, em 2013 e 2016, Lawrence já tinha citado trabalhos realizados no laboratório deColeoptera da UFV e destacado a qualidade deles.

Antes dos besouros enviados pelo pesquisador australiano já haviam chegado outros ao laboratório, que funciona no segundo andar do Anexo do CCB II, desde 2015. De museus da Europa, Austrália e África vieram coleções equivalentes a 100 anos de coletas. Somente do South African National Collection of Insects, da África do Sul, o presente foram quatro mil ciídeos coletados em 10 anos por três pesquisadores. Todas essas doações representam, na avaliação do professor Cristiano, o reconhecimento da seriedade com que sua equipe vem conduzindo o trabalho. Além disso, contribuem para o crescimento de uma coleção científica que, na última contagem feita pelo professor, somava 40 mil besouros montados e mais de 400 mil guardados em álcool.

Por enquanto, são 240 gavetas (foto abaixo) que armazenam espécies de diferentes países, idades, tamanhos, formatos e cores. Tem besouro de 1786. O menor é um ptiliídeo de 0,3 milímetro, quase imperceptível a olho nu, e o maior é um besouro serra-pau de 12,5 centímetros. Coleção de cíideos com mais exemplares do que a do Laboratório de Sistemática e Biologia de Coleoptera só a do Australian National Insect Collection, supõe Cristiano. Para cuidar de tudo, apenas a equipe, atualmente composta pela estudante de graduação Patrícia Rocha Macêdo, os mestrandos Artur Orsetti Silva Araújo e Paula Vieira Borlini, os doutorandos Igor de Souza Gonçalves, Ítalo Salvatore de Castro Pecci Maddalena e Sergio Zucateli Aloquio Junior e os professores Cristiano Lopes Andrade (UFV-Viçosa) e Lucimar Soares de Araujo (UFV-Rio Paranaíba). A falta de técnicos especialistas no assunto impede, dentre outras ações, que a coleção seja aberta ao público.

Especialidade
A rede de cooperação que o professor Cristiano faz questão de manter com pesquisadores estrangeiros reflete o seu entendimento de que não se consegue compreender a separação das espécies e sua história evolutiva olhando-se apenas para a fauna de um país. No caso da família de besouros Ciidae, da qual é especialista, há indícios de que ela exista há mais de 150 milhões de anos e sempre associada a fungos. “Como esses besouros têm uma história, a gente consegue estudar e desvendar um pouco dela. Não conseguimos reconstruí-la totalmente, porque não temos fóssil para isso; muitas espécies já foram extintas. Mas há uma história em comum; existe um antepassado que liga uma espécie brasileira com uma africana, por exemplo”, explica. O estudo da história evolutiva, segundo o professor, permite entender melhor os padrões encontrados nas espécies atuais e, até mesmo, realizar algum tipo de aplicação.

Os ciídeos estudados pela equipe são besouros que vivem exclusivamente em fungos orelhas-de-pau, alguns são bastante tóxicos, geralmente encontrados em árvores mortas. O professor conta que poucos animais conseguem se alimentar desses fungos, que roubam nutrientes do solo e dos troncos onde crescem. Os ciídeos não só comem esses fungos como os defecam modificados, sem que se mantenham tóxicos para o ambiente. Eles fazem, portanto, a ciclagem de nutrientes e, com isso, tornam vários nutrientes acessíveis para o restante do ecossistema.

Apesar da importância ambiental que têm, poucas pessoas se dedicaram – e ainda se dedicam – ao estudo de ciídeos. O fato de serem muito pequenos (de 0,5 a 7 milímetros) e, consequentemente, difíceis de serem manipulados, é uma das explicações para isso. Em todo o mundo há 51 gêneros e pouco mais de 700 espécies de ciídeos descritas. Dessas, 61 foram de autoria do professor Cristiano e colaboradores, que também descreveram três gêneros. Ele também é responsável pela descrição de 9 gêneros e 17 espécies de outras famílias de insetos. Todas essas espécies abrangem a fauna de 35 países. Vale destacar que a maioria dos trabalhos vem sendo realizada desde 2008, quando Cristiano ingressou como professor na UFV, onde também cursou mestrado e doutorado.

Interação
No LabCol, a equipe estuda a taxonomia e a ecologia de besouros que vivem em fungos, como ciídeos, erotilídeos e tenebrionídeos, para avaliar, por exemplo, o quanto degradam do fungo e o quanto retornam para o ecossistema. Mas a equipe também pesquisa espécies de besouros com outros hábitos, como os predadores da família Carabidae, de grande importância nos ecossistemas terrestres por regularem populações de outros organismos. Os carabídeos brasileiros têm sido pouco estudados nos últimos 40 anos, devido à morte, na década de 1970, de seu último especialista residente no Brasil. O desejo do professor Cristiano é reduzir as lacunas de informação geradas pela falta de taxonomistas de besouros no Brasil e no mundo. Por isso, além do trabalho de descrição, a equipe que passa pelo LabCol também contribui redescrevendo espécies e revisando faunas de besouros.

As ações são realizadas em conjunto com pesquisadores de países como Alemanha, Austrália, Canadá, Finlândia e Nova Zelândia. Graças a essa parceria, muitos estudantes do laboratório já fizeram estudos dentro e fora do Brasil. Recentemente, o doutorando Ítalo Pecci Maddalena recebeu uma bolsa da Universidade de Harvard para visitar coleções de besouros em museus da Europa. Ele trabalha com revisão de um gênero (Mycotretus) de besouros erotilídeos que ocorre somente nas América do Sul e Central. Outro doutorando, o Sergio Aloquio, está revisando um conjunto de gêneros de besouros tenebrionídeos dos trópicos e subtrópicos e se preparando para uma visita técnica a museus europeus.

Na avaliação do professor Cristiano, como as pesquisas com besouros que comem fungos estão começando no Brasil e, portanto, há poucos pesquisadores, trabalhar com faunas de outros países ajuda a alavancar os estudos e a valorizar o trabalho que é feito. Em sua opinião, “quando começa a se olhar para fora do quintal e sair da zona de conforto é que se vê que tem muito mais coisa para colher na ciência”. Cristiano não desmerece quem trabalha com a fauna brasileira, apenas considera que são objetivos diferentes. “Tem pessoas que se dedicam exclusivamente à fauna do Brasil e fazem trabalhos fantásticos”. Mas, para ele, é importante que uma universidade mostre que é referência em estudos de organismos de qualquer lugar do mundo. “Com os ciídeos, o LabCol conseguiu ser essa referência”, comenta. “É claro que sem a colaboração de pesquisadores do exterior, não teríamos como trabalhar com todo o material que temos. A Universidade ganha quando ela se abre. Tem vários setores da UFV que mantêm interações muito fortes com o exterior. Eu vejo que o laboratório, os estudantes e eu ganhamos muito com isso”.

De acordo com o professor Cristiano, o Brasil tem 110 famílias de besouros e apenas 20 delas contam com especialistas ativos. “Há, portanto, 90 famílias, uma quantidade absurda de bichos com interesses para diferentes áreas, sem especialistas no país”, ressalta. E revela: “eu queria formar especialistas em mais famílias”. Enquanto isso não acontece, o professor vai agregando os pesquisadores da área em iniciativas que incluem, por exemplo, o grupo de estudos – liderado por ele, com apoio do CNPq – sobre besouros detritívoros e micetócolos. A paixão pelos besouros, ele explica com a frase: “não tem nada mais diverso na face da Terra”. E ilustra: “só de espécies descritas, temos em torno de 400 mil. Somente a família Staphylinidae tem 60 mil espécies descritas, número equivalente a todos as espécies de vertebrados da Terra juntos”. Isso, segundo ele, significa ver coisa nova todos os dias. “Não é de vez em quando, é sempre”, afirma. “Se eu largasse a universidade hoje, besouro seria um hobby”.

Adriana Passos
Divulgação Institucional

Besouros

Sistema acadêmico da Pós-graduação será implantado no mês de agosto

Postado por Marcos Jose Mendes Miranda Miranda em 30/jun/2017 -

Em agosto de 2017, será implementado o Sistema Acadêmico da Pós-Graduação – AcademicoPG, com a finalidade de gerenciar as ações acadêmicas do estudante de pós-graduação que, até então, eram realizadas por meio do Sistema Gestor de Pós-Graduação – SGPPG, também conhecido como SacPG. O AcademicoPG foi desenvolvido pela equipe da Diretoria de Tecnologia de Informações – DTI, juntamente com a Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação – PPG.

Em 2001, o então diretor da Central de Processamento de Dados, professor Ricardo Frederico Euclydes, implementou para a PPG o Sistema Gestor de Pós-Graduação, onde eram lançadas as informações sobre a comissão orientadora, linha de pesquisa, plano de estudo, banca de defesa de tcc, dissertação, tese e banca de qualificação para os estudantes da pos-graduação.

Com a evolução tecnológica e a constante necessidade de adequação às normas e mudanças da pós-graduação na UFV, fez-se necessário o desenvolvimento de um novo sistema, que atendesse além das atividades já realizadas, as novas demandas da pós-graduação. Esta nova versão estará integrada ao Sapiens (Sistema de Apoio ao Ensino) e possibilitará o armazenamento de informações que, com o sistema anterior, não era possível.

Para facilitar a implantação deste sistema, a PPG e a DTI desenvolveram em parceria com a Coordenadoria de Educação Aberta e à Distância – CEAD, uma série de eventos que serão realizados para auxiliar os usuários neste processo de transição. Segue o calendário das atividades propostas:

  • 03/07/2017: Apresentação do sistema para toda comunidade (principalmente secretárias da pós-graduação, orientadores, coordenadores de programas de pós-graduação). A apresentação será no auditório da CEAD, às 14:30 hs.

  • 04/07/2017: Treinamento prático para as secretárias e coordenadores da pós-graduação. O treinamento prático será em dois horários (8:30 hs e 14:30 hs) no Laboratório de Informática da PGP.

  • 17/07 a 29/07/2017: Migração dos processos em andamento no SacPGP (sistema atual), matrícula dos calouros da pós, atualização dos sistemas impactados (Radoc, CPPD, UFV em números, etc), ajustes finais do AcademicoPG. Os ajustes no Conac e Sapiens já foram feitos.

  • 31/07/2017: Implantação oficial do AcademicoPG

Os eventos serão transmitidos por meio de videoconferência para os campi de Florestal e de Rio Paranaíba.

Além disso a PPG está elaborando um tutorial que será disponibilizado no site da PPG.

Faça seu PITCH e participe do Inova Minas 2017

Postado por Marcos Jose Mendes Miranda Miranda em 27/jun/2017 -

Termina dia 2 de julho, próximo domingo, as inscrições para participar do  Inova Minas FAPEMIG . O evento se propõe mostrar à população os investimentos feitos em pesquisa científica e tecnológica em Minas Gerais. São projetos de universidades, de centros de pesquisa e de escolas, desenvolvidos em conjunto com empresas e outros parceiros, que mostram que a ciência é acessível a todos. O evento será realizado de 15 a 17 de setembro, em Belo Horizonte.

Este ano, mais 40 projetos serão selecionados para fazer parte da mostra por meio de um pitch – vídeo de curta duração (com no máximo três minutos) –, que pode ser feito por celular ou câmera comum, no qual o pesquisador apresenta seu tema de estudo, impactos e resultados da pesquisa. Qualquer beneficiário que recebeu apoio da FAPEMIG, seja direto (por meio de editais ou chamadas de fomento) ou indireto (por meio de ações e projetos mantidos pela Fundação), pode enviar vídeos de seus projetos.

Em 2016, 15 mil pessoas passaram pelo Circuito Liberdade, durante três dias, para ver 40 projetos selecionados entre os muitos que a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG) apoia. Esses projetos são escolhidos com base nos resultados apresentados e na capacidade de criar soluções e gerar renda e riquezas, empregos novos e tradicionais, no contexto da nova economia. Para o presidente da FAPEMIG, Evaldo Vilela, essa Mostra é um dos trabalhos mais gratificantes feitos pela Fundação. “Nós apoiamos muitas pesquisas e auxiliamos cientistas durante todo o ano, mas é durante a Inova Minas que a sociedade entende o que fazemos, por isso esses três dias são tão importantes para nós. É a oportunidade que as pessoas têm de ver como o dinheiro público aplicado em ciência e tecnologia retorna para mudar o dia a dia delas”, defende Vilela.

Mais informações no site da Fapemig http://www.fapemig.br/visualizacao-de-noticias/ler/1006/inova-minas-fapemig-2017-tem-nova-data

ou na Central de Informações da FAPEMIG pelo e-mail ci@fapemig.br

Alô Pesquisador com nova data (1)

Pesquisa gera simulador para usinas fotovoltaicas

Postado por Marcos Jose Mendes Miranda Miranda em 21/jun/2017 -

A modernização dos estádios foi uma das boas heranças da Copa do Mundo. O Mineirão, por exemplo, agora é abastecido com a luz solar que o Brasil tem de sobra. Além da economia, o projeto, que envolve mais de 5.800 painéis solares, quer ser um exemplo de que a energia fotovoltaica é viável em obras de grande porte. Porém, novidades de grande escala como esta ainda geram apreensão quanto à sustentabilidade dos projetos, quando interligados aos sistemas tradicionais. Agora, um modelo de simulação criado por um professor do Departamento de Engenharia Elétrica da UFV promete dar mais agilidade à conexão de sistemas elétricos diferentes, com a segurança que as grandes redes necessitam.

O modelo, desenvolvido pelo professor Heverton Pereira (foto) foi publicado no International Journal of Electrical Power & Energy Systems, um periódico científico de alto impacto nas engenharias. O trabalho foi realizado a partir do estudo de caso do estádio Mineirão, em Belo Horizonte. Ele explica que a usina fotovoltaica do Mineirão gera 1,4 MW em horários de pico do sol. É o suficiente para abastecer um bairro de mais de 1.200 pessoas. O problema é que as usinas fotovoltaicas têm muita variação de energia. Depende dos dias de sol, da presença de nuvens, chuva e outros fatores climáticos. Por isso, o sistema, que pertence à Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), é conectado à rede elétrica tradicional de geração de hidrelétricas, compensando as variações por excesso ou perda de energia. Conectados, os dois sistemas geram estabilidade.

Segundo Heverton, o Brasil possui apenas 45 usinas fotovoltaicas de grande porte instaladas, gerando 27 MW em horários de pico. Mas o interesse de grandes empresas é crescente, à medida que a tecnologia se desenvolve. O problema é que para dar segurança a rede, é preciso simular o impacto das tensões e distorções, os harmônicos, no sistema. “Este é um processo ainda muito lento e é uma exigência da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O simulador, desenvolvido pela nossa equipe, é uma ferramenta pra que as empresas apresentem os estudos à Aneel, acelerando o processo de autorização e evitando futuros problemas de projeto”, disse Heverton.

O modelo de simulação foi desenvolvido em parceria com a Aalborg University, na Dinamarca e a École Polytechnique Fédéralef de Lausanne, na Suíça, com a UFMG e o Cefet-MG e está disponível aos interessados. Mais informações podem ser obtidas no site da Gerência de Especialistas em Sistemas Elétricos de Potência (Gesep), www.gesep.ufv.br.

Léa Medeiros
Divulgação Institucional

O modelo foi construído a partir da experiência do Mineirão

O modelo foi construído a partir da experiência do Mineirão

UFV obtém patente de vacina nos Estados Unidos

Postado por Marcos Jose Mendes Miranda Miranda em 21/jun/2017 -

Uma vacina genuinamente brasileira, criada por pesquisadores da UFV para imunizar suínos contra o vírus PCV2, acaba de ser patenteada nos Estados Unidos. Esse vírus ataca granjas em todo o mundo, causando definhamento dos leitões e prejuízos aos produtores. Até agora, as vacinas disponíveis no Brasil para prevenção das infecções são importadas e muito caras. A mais barata e eficiente está em fase de escalonamento industrial e deverá chegar ao mercado até 2019.
A vacina é fruto de mais de 15 anos de trabalho das equipes coordenadas pelos professores Márcia Rogéria de Almeida Lamêgo, do Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular (DBB/Lima/Bioagro), e Abelardo Silva Júnior, do Departamento de Veterinária (DVT). Para chegar ao produto, os pesquisadores isolaram e sequenciaram o DNA de um genótipo viral considerado o mais patogênico e amplamente distribuído nas granjas brasileiras e em outros países. Os resultados obtidos nas provas de campo, em camundongos e suínos naturalmente infectados, mostraram que o protótipo desenvolvido tem eficiência superior às vacinas importadas disponíveis no mercado brasileiro.
Outro mérito da pesquisa é que o sequenciamento do DNA do vírus foi o primeiro da América Latina a ser depositado e disponibilizado no GenBanke, um banco de dados de sequências genéticas de seres vivos e de aminoácidos do Centro Nacional de Informação Biotecnológica, dos Estados Unidos. O desenvolvimento da tecnologia vacinal do PCV2 foi financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Depois de testada, a tecnologia da vacina foi apresentada a diversas empresas especializadas em sanidade animal no Brasil. A Ourofino Saúde Animal Ltda. apresentou a melhor proposta para a UFV e, desde 2013, está realizando as adaptações para produção em escala industrial. “Nós estamos acompanhando tudo e dando continuidade às pesquisas para esta adaptação. Sabemos que o tempo da academia é diferente do tempo da empresa e o processo de transferência é lento”, diz a professora Márcia Rogéria.
Em 2013, foi firmado um contrato de licença para a exploração da patente entre UFV, Fapemig e Ourofino com a interveniência da Fundação Arthur Bernardes (Funarbe) para a transferência de tecnologia. Naquele mesmo ano, foram aprovados junto à Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), com contrapartida da Ourofino, recursos para determinar as condições de produção em larga escala da proteína do capsídeo viral do PCV-2 recombinante, avaliação de formulações vacinais e registro do produto desenvolvido (formulado vacinal) junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para comercialização.
Os pesquisadores da UFV também desenvolveram e repassaram à empresa um kit para avaliar as vacinas. A professora Márcia explica que os lotes de vacinas podem ser diferentes. Por isso, os kits permitirão quantificar a concentração do antígeno presente em cada lote, garantindo que o suinocultor está comprando vacina com eficiência assegurada.
O pedido de patente foi depositado no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), em 2013, em nome da UFV, Fapemig e da empresa que fará a produção. A patente brasileira ainda não está liberada. O pedido de patenteamento como produto brasileiro também foi realizado em outros países como Uruguai, Argentina, China, Rússia, Colômbia e México, além da Comunidade Europeia. Os Estados Unidos foram o primeiro país a conceder o pedido de patente.
As pesquisas que originaram a vacina foram resultantes de uma tese de doutorado, 12 dissertações de mestrado dos programas de Pós-graduação em Bioquímica Aplicada e em Medicina Veterinária e projetos de Iniciação Científica com defesa de monografia. Todos os participantes são considerados inventores no registro da patente.
A Comissão Permanente de Propriedade Intelectual (CPPI) teve participação ativa para a obtenção da patente nos Estados Unidos, auxiliando na elaboração de documentos para o depósito, na adequação do pedido à legislação americana de patentes e nas negociações do licenciamento da tecnologia. A UFV já tem 25 patentes registradas no Brasil e seis no exterior, duas delas nos Estados Unidos. Há 168 produtos desenvolvidos na Universidade que já estão em fase de patenteamento no Brasil e 25 no exterior.

Léa Medeiros
Divulgação Institucional

Eliseu Alves é o mais novo Doutor Honoris Causa da UFV

Postado por Marcos Jose Mendes Miranda Miranda em 29/maio/2017 -

O ex-estudante da UFV Eliseu Roberto de Andrade Alves é o mais novo Doutor Honoris Causa da Universidade. O título máximo concedido pela instituição a quem realiza contribuições significativas ao país foi entregue dia 19 de maio, no Salão Nobre do campus Viçosa, pela reitora Nilda de Fátima Ferreira Soares. Parentes, amigos e representantes dos conselhos Universitário e de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFV participaram da sessão solene, acompanhada de perto também por atuais e ex-professores do Departamento de Economia Rural, cujo colegiado indicou o nome de Eliseu Alves para a homenagem, aprovada por unanimidade pelo Conselho Universitário.

O homenageado é engenheiro agrônomo, formado pela UFV em 1954, com mestrado e doutorado em Economia Agrícola pela Purdue University (Estados Unidos), da qual também recebeu o título de Doutor Honoris Causa, em 1985. Eliseu Alves contribuiu para consolidar o serviço de extensão rural em Minas Gerais e no Brasil e foi participante ativo do grupo que reformulou o setor de pesquisa do então Ministério da Agricultura, na década de 1970, culminando na criação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Ali, atuou como diretor nos seus seis primeiros anos e como presidente de 1979 a 1985.

Toda a trajetória, que inclui ainda a publicação de artigos e livros, foi apresentada aos participantes no panegírico feito pelo pesquisador – e também engenheiro agrônomo pela UFV – Antonio de Padua Nacif, atual gerente executivo do Polo de Excelência em Florestas, vinculado à Universidade e à Secretaria de Ciência e Tecnologia e Ensino de Minas Gerais. Após a leitura do currículo de 62 anos de atuação profissional, o homenageado ressaltou: “todo o trabalho relatado deve-se muito à multidão que trabalhou junto comigo”. Ele contou que uma das coisas que aprendeu desde cedo foi misturar a sua individualidade na coletividade. “Essa mistura me ajudou muito a realizar aquilo que Deus tinha como missão para mim na Terra”. Outro ponto ressaltado pelo mais novo Doutor Honoris Causa da UFV para justificar seu extenso currículo foi o fato de ter vivido em uma época “muito propícia à criatividade”.

Agricultura e desafios
Em seu discurso de agradecimento, Eliseu Alves fez uma breve análise da agricultura brasileira. Lembrou que um problema sério existente no Brasil são as imperfeições de mercado. “A pequena produção vende seu produto por um preço muito menor e compra os insumos por um preço muito elevado. Em função disso, temos uma dicotomia na agricultura brasileira. A grande produção pode adotar tecnologia porque venceu, pelos seus métodos, as imperfeições de mercado. A pequena não tem como adotar tecnologia, portanto, não tem como sair da pobreza. Este é o grande dilema da agricultura brasileira”.

Para quem ajudou a construir a história da extensão rural, a avaliação que fica é a de que o conhecimento se difundiu muito bem para o agronegócio diferentemente do que aconteceu com a grande maioria dos agricultores. A consequência está no fato de o país já ter uma agricultura com muita pouca gente residente no campo: “é uma agricultura comandada pelas cidades polos brasileiras e pelo exterior”. Esta situação é bastante diferente da época em que começou sua vida como extensionista, quando a liderança de toda a agricultura era rural, do café com leite de Minas Gerais e São Paulo, que comandava o Brasil política e administrativamente. “Essa liderança hoje saiu do meio rural completamente e se tornou urbana, com métodos e locais de decisão inteiramente urbanos”.

O agora Doutor Honoris Causa disse não temer desafios que se é capaz de numerar. “Não temo a concentração da produção brasileira, que é um grande desafio para a nossa sociedade; não temo o aquecimento global, a falta de água, a competição internacional. A história tem nos ensinado que todos os desafios enumerados e conhecidos foram capazes de ser transportados pela inteligência humana, pela pesquisa, pela dedicação e pelos nossos agricultores. O problema são os desafios ainda não conhecidos”. Consciente da importância das universidades, ele considera que cabe a elas um desafio a mais: “o de tentar descobrir as coisas que ainda não aconteceram. O que está conhecido nós já estamos trabalhando na solução. O problema é o desconhecido que está relacionado, por exemplo, ao fato de termos hoje uma sociedade com 48 mil estabelecimentos comandando toda a produção brasileira. “É isso que queremos?”, questionou. “Nós vamos ter um campo sem cultura rural, que já está morrendo. Um país completamente urbanizado, com agricultura poderosíssima, exportando para o mundo inteiro, mas sem gente para alegrar o ambiente rural. Esta é a luta que temos que enfrentar”.

Eliseu Alves também chamou a atenção para o fato de que universidades, Embrapa e outras instituições que militam na área do conhecimento não podem ter o seu fluxo de recursos interrompido. Bastante aplaudido, ele recomendou que “temos que batalhar junto às autoridades no sentido de mostrar que é um erro dramático cortar recursos de pesquisas de instituições do Brasil. Temos que batalhar com coração, com emoção, mas, sobretudo, com os números. Temos que agir no sentido de transformar em política pública todo o conhecimento que estamos gerando e que é relevante para a sociedade brasileira”.

Para finalizar, lembrou que foi “uma honra enorme receber o título da Universidade Federal de Viçosa. “Eu, minha família e meus amigos estamos muito felizes”. Assumindo sua “fé religiosa muito forte e uma família fantástica”, Eliseu Alves afirmou que nada do que aconteceu com ele foi sem a inspiração de Deus. “Eu não sou capaz de explicar muitas das ideias que tive e muito menos porque fui chamado a operacionalizá-las, mas Deus me ajudou durante a minha vida toda”.

Na UFV
A reitora Nilda de Fátima Ferreira Soares, que entregou ao homenageado a borla, o epitógio e o diploma de Honoris Causa, destacou o momento como ímpar por revelar a função da Universidade, que é formar os alunos e torná-los melhores cidadãos e cidadãs. Na opinião dela, Eliseu Alves é um exemplo, pois “foi uma pessoa que adquiriu o conhecimento na UFV e saiu Brasil afora para transformar e beneficiar especialmente aqueles que não tinham condição de buscar esse conhecimento em outras instâncias”. Ao ouvir histórias como a de Eliseu Alves, a reitora se disse orgulhosa e com a certeza de que a UFV trilha o caminho certo.

Vale destacar que Eliseu Alves deixou sua assinatura registrada no Livro de Ouro da UFV e ministrou, na tarde de sexta-feira, o seminário Hipóteses fascinantes sobre a agricultura brasileira, no auditório do Departamento de Economia Rural. A entrega do título no Salão Nobre foi acompanhada pelo vice-reitor João Carlos Cardoso Galvão, que ocupou a mesa oficial juntamente com diretores dos centros de ciências Rubens Alves de Oliveira (CCA), Maria das Graças Soares Floresta (CCH), Miriam Teresinha dos Santos (representando o CCB) e Rogério Fuscaldi Lelis (representando o CCE), e o secretário de Órgãos Colegiados, José Henrique de Oliveira. Aos diretores de centros coube a condução do agraciado até a mesa. Na plateia, dentre os vários convidados estava a diretora de Administração e Finanças da Embrapa e presidente em exercício, Vânia Beatriz Rodrigues Castiglioni. Confira fotografias do evento no link https://goo.gl/photos/Vs1kjp8YnabNK7qCA 

Adriana Passos – Fotos: Reinaldo Pacheco
Divulgação Institucional

Honoris causa

Eliseu Alves com a reitora da UFV, Nilda de Fátima Soares

Pesquisas sobre bioprospecção farmacêutica da biodiversidade da Mata Atlântica

Postado por Marcos Jose Mendes Miranda Miranda em 29/maio/2017 -

 

Clique aqui para assistir o vídeo e  conhecer um pouco do trabalho do BIOPROS, um programa que reúne diversos pesquisadores da UFV para bioprospecção farmacêutica da biodiversidade da Mata Atlântica. Estes pesquisadores buscam conhecer as substâncias químicas contidas nas mais de 20 mil espécies da Mata Atlântica. ​Elas podem ser a base para a produção de fármacos, cosméticos e agroquímicos de grande interesse para a sociedade. O vídeo foi financiado pelo Edital de Popularização da Ciência, da Tecnologia e da Inovação da Fapemig.

Biopros

Medalha de Ouro Peter H. Rolfs do Mérito em Pesquisa – 2017

Postado por Marcos Jose Mendes Miranda Miranda em 23/maio/2017 -

Veja o Edital Mérito em Pesquisa 2017

Encontram-se abertas as inscrições para os Editais do PIBIC/UFV 2017/II

Postado por Marcos Jose Mendes Miranda Miranda em 23/maio/2017 -

Edital PIBIC/UFV 2017/II

A Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação informa que encontra-se aberto, de 09/05 até às 17h30 do dia 02/06/2017, o período para submissão de propostas ao Edital PIBIC/UFV 2017/II.

PIBIC/UFV 2017/II é composto pelos Editais:

PIBIC/CNPq 2017-2018; onde os orientadores candidatos podem submeter até duas propostas com projetos de iniciação científica diferentes, e os bolsistas a serem indicados deverão possui o CRA mínimo do curso.

PIBIC-Af/CNPq 2017-2018;onde os orientadores candidatos podem submeter até duas propostas com projetos de iniciação científica diferentes, e os bolsistas a serem indicados deverão possui o CRA mínimo do curso e deverão ter ingressado na UFV pelo sistema de cotas (Grupos 1 ao 4).

PIBITI/CNPq 2017-2018; onde os orientadores candidatos podem submeter até duas propostas com projetos de iniciação científica e tecnológica (comprovada a interação com alguma empresa)diferentes, e os bolsistas a serem indicados deverão possui o CRA mínimo do curso.

SICOOB-UFVCredi 2017-2018; onde os orientadores candidatos podem submeter até duas propostas com projetos de iniciação científica diferentes, e os bolsistas a serem indicados deverão possui o CRA mínimo do curso e deverão ter vínculo comprovado com a SICOOB-UFVCredi.

Os orientadores candidatos a bolsa deverão acessar o SISPPG, selecionar o Edital a que pretendem concorrer, verificar as informações contidas no Edital e submeter a inscrição.

No âmbito geral do Edital PIBIC/UFV 2017/II, cada orientador poderá ser contemplado com nomáximo 2 bolsas.

As inscrições estarão abertas de 09 de maio até as 17h do dia 02 de junho de 2017, e a vigência das bolsas é de 01/08/2017 a 31/07/2018.

Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail ic.ppg@ufv.br, pelos ramais 1681 e 3760, ou na própria PPG, com o Carlos Eduardo ou o Thomás.